TRANSAMINASES: TGO e TGP

Atualizado: há 6 dias

O fígado produz mais de 60 transaminases, sendo que apenas duas são de maior importância clínica, a alanina aminotransferase (ALT) ou transaminase glutâmico-pirúvica (TGP) e a aspartato aminotransferase (AST) ou transaminase glutâmicooxalacética (TGO). Estas enzimas avaliam dano hepático, mas o nível destas não medem a extensão de dano no fígado ou mostram um prognóstico da evolução futura. Assim, os níveis de TGO e TGP não podem ser usados para determinar o grau de dano hepático ou predizer o futuro.


Aspartato aminotransferase (AST) ou transaminase glutâmicooxalacética (TGO)


Catalisa a conversão de aspartato em oxaloacetato. É encontrada em diversos órgãos e tecidos, incluindo fígado, coração (miocárdio), músculo esquelético, pâncreas, rins e eritrócitos. Está presente no citoplasma e também nas mitocôndrias, e, portanto, sua elevação indica um comprometimento celular mais profundo. É útil em diagnósticos diferenciais de doenças do sistema hepatobiliar e do pâncreas. A determinação da atividade sérica dessa enzima pode ser útil em hepatopatias, infarto do miocárdio e miopatias.


Aumentada em:

  • Necrose aguda de céls. parenquimatosas;

  • Hepatite viral aguda;

  • Hepatite alcoólica (por estar presente na mitocôndria);

  • Congestão (cirrose, obstrução biliar, CA primário ou metastático, granuloma, isquemia hepática);

  • Eclâmpsia;

  • Drogas hepatotóxicas (p ex., tetrachloride carbono);

  • Mioglobinúria;

  • Infarto agudo do miocárdio (especialmente útil em pacientes testados >48 horas após aparecimento de sintomas);

  • Pancreatite aguda;

  • Anemia hemolítica.


Alanina aminotransferase (ALT) ou transaminase glutâmico-pirúvica (TGP)


Catalisa a conversão de alanina em ácido pirúvico. Maiores concentrações: fígado, rim e em pequenas quantidades no coração e na musculatura esquelética. Maiores concentrações em recém-nascidos atribuído à imaturidade dos hepatócitos nos neonatos, que apresentam as membranas celulares mais permeáveis, após 3 meses de idade os valores se igualam aos níveis do adulto. Sua origem é predominantemente citoplasmática, fazendo com que se eleve rapidamente após a lesão hepática, tornando-se um marcador sensível da função do fígado. É útiL em diagnósticos diferenciais de doenças do sistema hepatobiliar e do pâncreas.


Aumentada em:

  • Obesidade;

  • Pré-eclâmpsia grave (ambas);

  • Leucemia linfoblástica aguda rapidamente progressiva (ambas);

  • Hepatotoxicidade por drogas;

  • Cirrose;

  • Colestase intra-hepática;

  • Carcinoma hepatocelular;

  • Hepatite crônica.


Diminuída em:

  • Hepatite viral aguda (com AST aumentada de 3- 5x o limite superior normal);

  • Colestase extra-hepática (normal ou levemente diminuída).

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