RESPOSTA IMUNOLÓGICA E EFEITOS ADVERSOS

Atualizado: Mar 15

A resposta imunológica é o mecanismo no qual o organismo reconhece "invasores", os consideram estranhos e promove uma resposta. As células responsáveis por essa resposta, são provenientes da medula óssea, resultando nas linhagens linfóides (linfócitos) e mielóide (neutrófilos, monócitos, macrófagos, mastócitos, basófilos, eosinófilos e plaquetas). Essa resposta pode ser classificada em:


  • Resposta primária e secundária;

  • Resposta inata e adaptativa;

  • Resposta humoral e celular.


Quando falamos em vacinação, a resposta primária e secundária é o foco e explicaremos a baixo:


RESPOSTA IMUNE PRIMÁRIA


O antígeno, parte/subunidade do patógeno que pode estimular a resposta imune do indivíduo, entra em contato com as células do sangue responsáveis pela produção de anticorpos, os linfócitos B virgens que reconhecem esse antígeno. Essas células estão em baixas quantidades e se diferenciam em anticorpos do tipo IgM, que tem baixa afinidade e avidez.


RESPOSTA IMUNE SECUNDÁRIA


Existe baixa quantidade de linfócitos B de memória, assim precisam de menos sinal para ocorrer a ativação. Essas células vão passar por expansão clonal, ou seja, formam clones e se diferenciam em anticorpos do tipo IgG, que possui alta afinidade e avidez.


Fonte: MESQUITA et al, 2010.



POR QUE EXISTEM EFEITOS ADVERSOS?


Os efeitos adversos ocorrem devido a necessidade que as vacinas têm em estimular nossa resposta imune, ou seja, de gerar imunogenicidade. Para isso ocorrer, as vacinas precisam possuir uma substância que cause dano, caso contrário, as células de defesa não irão estimular os sinais corretos para resposta imunológica completa e nem formar memória imunológica.



MEMÓRIA IMUNOLÓGICA


Parte dos linfócitos T ativados após o contato com antígenos, são diferenciados em linfócitos T de memória e essas células sobrevivem mesmo após o período de infecção, ou seja, o antígeno e a reação imunológica ao patógeno não estará mais presente. As células T de memória não continuam produzindo citocinas e destruindo células infectadas, porém quando se repete a exposição a um antígeno, essas células rapidamente produzem uma resposta aumentada contra as células invasoras.



Resumindo: Após o contato inicial com agentes presentes nos imunizantes, as células de memória entrarão em ação, combatendo e defendendo o organismo, diminuindo e até mesmo excluindo os efeitos adversos.




Referências


Abba AK, Lichtmann AH. Cellular and molecular Immunology. 5th ed. Philadelphia: WB Saunders Company; 2003.


Akashi K, Kondo M, Cheshier S, Shizuru J, Gandy K, Domen J, Mebius R, Traver D, Weissman IL. Lymphoid development from stem cells and the common lymphocyte progenitors. Cold Spring Harbor Symp Quant Biol. 1999; 64: 1-12

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