PRODUÇÃO DE VACINAS

Atualizado: Mar 17

O processo de desenvolvimento de uma vacina é extremamente rigoroso e por isso, antes de torna-se disponível para a população, existem várias etapas de testes e isso é necessário para certificar uma imunização segura e eficaz.


As pesquisas são divididas nas seguintes etapas:


ETAPA 1

Laboratorial


Essa etapa é limitada aos laboratórios e é composta por pesquisas iniciais, logística e planejamento de probabilidades. O agente infeccioso será identificado, estudado e a melhor tecnologia para composição da vacina definida.


Fonte: This is Engineering, 2020.



ETAPA 2

Pré-clínica


Nessa fase, serão realizados testes em modelos animais, para isso é necessário que esses modelos reajam aos agentes infecciosos de forma semelhante ao organismo dos seres humanos, nos quais geralmente, são usados camundongos e macacos.


Fonte: Pplware, 2020.



ETAPA 3

Clínica


Responsável por realizar os testes em grupos de seres humanos, essa é a fase mais importante e complexa no desenvolvimento das vacinas. Esse processo é dividido nas seguintes fases:


Fase 1


Tem como objetivo observar e analisar a segurança da imunização. Os testes são realizados em grupos pequenos de até 80 pessoas, para isso os possíveis efeitos adversos, dosagem e intensidade são investigados para evitar possíveis danos. Além disso, resposta imunológica também será observada.


Fase 2


Essa fase é responsável por compreender de forma mais objetiva a eficácia da vacina e os testes são realizados em grupos maiores. Nessa fase, já se têm conhecimentos importantes devido a primeira fase, diante disso, voluntários considerados do grupo de risco podem participar da pesquisa. Aqui serão criados grupos controles utilizando placebo, que possibilitarão uma melhor análise da resposta imunológica, consequentemente, ajuda na observação da eficácia e das reações de cada organismo, considerando efeitos adversos raros e possíveis ajustes na dosagem.


Fase 3


Os testes são realizados em grupos com um volume altíssimo de voluntários e tem como maior objetivo avaliar a segurança e eficácia da vacina após exposição natural dos pacientes participantes do estudo com os agentes etiológicos. Nessa fase, é utilizado o sistema duplo-cego, no qual voluntário e pesquisador não sabem se foi aplicado vacina ou placebo, não alterando o comportamento dos participantes, consequentemente, não alterando os resultados do estudo. Essa fase é mais longa e rigorosa, apenas após comprovação de eficácia e segurança é solicitada aprovação dos órgãos regulatórios de cada país, como por exemplo a Anvisa, para então fabricar e distribuir em larga escala. É importante frisar que mesmo após a aprovação, os estudos continuam!


Fonte: CDC, 2019.



CARACTERÍSTICAS PARA UMA VACINA IDEAL

  • Possuir antígenos que são alvos do sistema imunológico;

  • Tem que ser imunogênica para gerar uma imunidade efetiva (anticorpos e células T), tem que ser imunogênica;

  • Vacinas devem produzir memória imunológica;

  • Bom nível de proteção sem a necessidade de uma dose de reforço;

  • Segurança: uma vacina não pode causar doença ou morte;

  • Baixo custo;

  • Fácil administração;

  • Estável biologicamente;

  • Poucos ou nenhum efeito colateral.


COMPONENTES BÁSICOS PARA UMA VACINA

  • Solvente: água ou solução salina;

  • Antígeno;

  • Adjuvante, quando necessário, para estimular mais ou gerar segundo sinal para a resposta imune;

  • Conservante.




FIQUE LIGADO!

Nos próximos posts iremos detalhar cada tecnologia utilizada na produção de vacinas que promovem esse tipo de imunização.




Referências


DIAS, M. Como funcionam as pesquisas para a criação de uma vacina?. Revista Arco, Universidade Federal de Santa Maria, 12 fev. 2021.

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